John Hawkins, da Ciena (@EtherJohn), é um dos maiores especialistas do setor em tecnologia Carrier Ethernet. Ele assumiu cargos de liderança em diversos comitês IEEE e MEF e atualmente supervisiona o trabalho do MEF sobre Carrier Ethernet e nuvem.

Esta é a segunda postagem da nossa série Carrier Ethernet Essentials. Dê uma olhada na postagem anterior, The History of Carrier Ethernet, para ter uma ideia da situação atual.


Ok, quantos de nós se recorda dos sistemas telefônicos de linha compartilhada dos anos 1950? Várias casas compartilhavam uma única linha telefônica, o que significava que somente um usuário de cada vez podia usar o telefone. Era caro puxar uma linha telefônica separada para várias casas, então a solução lógica e mais barata era o sistema de linha compartilhada para o fornecimento de serviço telefônico para áreas rurais de baixa densidade demográfica.

As primeiras iterações de Ethernet funcionavam de maneira semelhante a um sistema de linha compartilhada: primeiro, um dispositivo de rede tentava transmitir dados, depois tentava identificar uma colisão com outra atividade em um segmento de rede comumente compartilhado. Se fosse detectada uma colisão, o emissor automaticamente aguardava um período de tempo aleatório (um milissegundo ou dois) e depois verificava novamente se a rede estava disponível para enviar os dados.

Agora, no entanto, a Ethernet é a tecnologia de rede favorita de todas as pessoas. A ubiquidade e a popularidade da tecnologia empurraram-na para fora da LAN e por quase todos os aspectos da infraestrutura de rede. O antigo conceito de linha compartilhada pode funcionar com 20 vizinhos próximos, mas não com 20.000 e é aí que entra a evolução da Ethernet para a Carrier Ethernet.

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Carrier Ethernet: não apenas para operadoras

No início dos anos 2000, quando começamos a buscar um meio de ampliar naturalmente o protocolo Ethernet de modo a fornecer conectividade de rede remota (WAN), o setor introduziu a CE (Carrier Ethernet). Não é de surpreender que as operadoras apreciem a CE, pois ela permite uma variedade de serviços de rede que podem ser vendidos tanto para operadoras (atacado) como para usuários finais (varejo). No entanto, ela não atende apenas às operadoras — é uma solução plena de recursos, perfeita para todas as operadoras de rede ("carriers", empresas e governo) que prestam serviços de rede para usuários finais, interna e externamente.

Como tecnologia WAN, a CE tem custo mais baixo e é mais rápida que as tecnologias herdadas, como ATM (Asynchronous Transfer Mode), SONET (Synchronous Optical Network) e Frame Relay. A CE também oferece às operadoras (carriers) e empresas os recursos de gerenciamento necessários, além de traçar um roteiro que arcará com o aumento de velocidade nos próximos anos.

Conexão MEF Carrier Ethernet

Uma coalizão de fornecedores e provedores de serviços do setor de rede, o MEF desenvolveu um novo conjunto de padrões (principalmente para CE de operadora metropolitana baseada em óptica) usados para conectar LANs empresariais.

Um dos primeiros feitos significativos do MEF foi capturar e formalizar o vocabulário usado na descrição de serviços e atributos Ethernet. Desde então, a principal função do Fórum tem sido articular o consenso do setor em relação ao modo como os serviços CE devem se comportar e os atributos necessários para criá-los, implantá-los e, por fim, comprá-los/vendê-los.

Ethernet x Carrier Ethernet

Como tecnologias irmãs, há muitas similaridades entre a Ethernet e o que é considerado Carrier Ethernet, mas há muitas diferenças importantes também. Ambas operam sob custos relativamente baixos e possuem projetos simples, de fácil conexão.

Entre os fatores que contribuem para a adoção da Carrier Ethernet está a redução de custos de rede da operadora com a implementação de redes convergidas que combinam tráfego comercial, residencial e sem fio para a criação de economia de escala. Qualquer empresa ou outra operadora de rede também pode obter economias significativas com a convergência de redes corporativas e redes de operadoras da mesma forma. Além disso, a orquestração de serviços multidomínio (MDSO) fornece uma solução para superar a limitação dos sistemas operacionais tradicionais.

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