A Ciena anunciou recentemente um novo cargo executivo com a introdução de Hector Silva como novo diretor de tecnologia (CTO) da empresa para a América Latina.  Hector se junta a David Tomalin, CTO da Ciena na EMEA, e a Karl Horn, CTO da Ciena no Pacífico Asiático, todos com a incumbência de assegurar que as estratégias tecnológicas e de arquitetura de rede da Ciena atendam às necessidades regionais dos clientes.

Estabelecido na sede CALA da Ciena, ao Sul da Flórida, Hector trabalha há mais de 15 anos no setor de telecomunicações da CALA, sendo que os últimos 12 com a Ciena.  Fizemos algumas perguntas a ele sobre sua nova função e o mercado de telecomunicações da América Latina.  Veja a seguir nossa conversa.

P: Qual era sua função antes deste mais recente cargo e o que ela lhe ensinou de mais importante?

R:  Ao longo dos últimos anos, venho trabalhando com uma brilhante equipe de engenheiros de venda.  Nossa tarefa era estabelecer novos mercados para a Ciena na América Latina, por exemplo, Brasil, México, Colômbia e outras partes da América Central, para apresentar aos clientes novas tecnologias de rede e construir relações fortes e duradouras.

Uma das coisas mais importantes que aprendi é que a tecnologia por si só não é suficiente para resolver um problema empresarial. O segredo consiste na capacidade de entender as necessidades do cliente, de aplicar análise e criatividade para desenvolver uma solução de ponta, sofisticada e econômica.  E, por fim, e mais importante, é preciso ter excelente comunicação, para que a outra pessoa também assimile o mapa mental ou a visão da solução e evolução.

5 perguntas para Hector Silva, o novo CTO da Ciena para a América Latina

P: Quais os maiores desafios para as operadoras de rede da América Latina?

R: O tempo de lançamento no mercado é um deles. A capacidade da operadora de se adaptar rapidamente às novas e imprevistas demandas de serviço provoca grande pressão na sua infraestrutura e na capacidade de implantar novos serviços em um espaço de tempo muito curto.

Há sempre uma iniciativa para aumentar a lucratividade reduzindo os custos e aumentando a receita, mas agora isso se torna essencial, devido ao crescimento exponencial da largura de banda que estamos percebendo na região, o que demanda mais capacidade das redes em diversos locais.  A verdadeira questão das operadoras é identificar se sua infraestrutura está pronta para escalar e se adaptar efetivamente aos novos paradigmas de serviço que o mercado está e continuará exigindo.

De fato, recentemente anunciamos uma implantação com a Telefónica Global Solutions para oferecer suporte à sua rede terrestre e submarina SAm-1, que conecta os EUA à América Latina. Esse é apenas um exemplo de como estamos ajudando as operadoras da região a atender à crescente e imprevisível demanda de clientes internacionais por serviços de alta largura de banda, como computação em nuvem, vídeo e serviços avançados de colaboração empresarial.

[Webinar: O futuro das redes submarinas na América Latina]

P: Quais são esses novos paradigmas de serviço de que estamos falando?

R:  As redes se transformaram conceitualmente de hardwares específicos ao aplicativo a entidades flexíveis definidas pelo software.  As redes de hoje precisam se tornar plataformas para prestarem uma ampla variedade de serviços.

As operadoras estão lidando com questões como: ‘Minha rede está preparada para a SDN? Que benefícios empresariais podemos obter com a SDN? Minha infraestrutura é capaz de conter os custos e ainda atender às explosivas e dispersas demandas alimentadas por serviços em nuvem, dados móveis e serviços de armazenamento? Como posso modernizar meu núcleo de rede para maior eficiência e custo reduzido?’

P: Ao tratar dessas questões com as operadoras, qual o maior equívoco em relação ao atendimento da demanda de novos serviços e banda larga?

R:  Acredito que não seja mais uma simples questão de instalar uma nova fibra ou de taxas de transmissão mais altas. Agora precisamos mudar o paradigma da construção das redes e incorporar essas ferramentas vitais de otimização, como OTN e Planos de controle de multicamada, além das ferramentas analíticas corretas para ajustar cada solução às necessidades específicas do cliente.

Essa é uma grande parte da visão da Ciena.  Incorporamos esses elementos na nossa arquitetura OPn, na qual estamos criando uma infraestrutura de rede programável que permite um custo em escala muito mais baixo e que possibilita às operadoras de rede monetizar melhor suas redes.

P: A Ciena já conta com mais de 100 clientes na região CALA.  O que precisamos fazer para continuarmos sendo bem-sucedidos?

R: Para superarmos estrategicamente nossos maiores concorrentes, devemos ser mais rápidos e mais ágeis do que eles são. Precisamos conquistar o reconhecimento dos nossos clientes para que nos apoiem nos debates sobre a arquitetura em oposição aos demais concorrentes. Nossos clientes precisam estar a nosso favor nesses debates sobre a arquitetura.

Para isso, tornamos as relações com nossos clientes e parceiros a base do nosso sucesso utilizando uma abordagem prática e centrada no cliente para tudo o que fazemos externa e internamente.

Como parceiros estratégicos, prevemos as necessidades do cliente, estimulando relações de longo prazo que ajudem nossos clientes e parceiros a vencer em seu espaço.