John WilliamsonO BSc John Williamson trabalha no setor de eletrônica, telecomunicações e alta tecnologia desde meados de 1970. Ele vem ocupando cargos na equipe editorial sênior e possui diversas publicações. Este artigo foi publicado originalmente no TM Forum

 

O NFV (Network Functions Virtualization) está rapidamente se tornando uma realidade comercial e operacional. De acordo com um recente estudo da IHS Infonetics, o mercado global de hardware, software e serviços NFV pode atingir US$2,3 bilhões em 2015 e US$ 11,6 bilhões em 2019.

A principal pesquisa para o segundo relatório anual Insights Research do TM Forum sobre virtualização, publicado em março de 2016, demonstra que mais de um terço das operadoras de rede já está implantando funções de rede virtualizadas (VNFs) a fim de oferecer suporte a serviços comercialmente disponíveis e um outro terço está conduzindo testes de VNFs.

A pesquisa adicional, que foi conduzida antes do Digital Operations Transformation Summit do TM Forum, que ocorreu no Mobile World Congress em março, reforça isso, mostrando que cerca de metade dos provedores de serviços planeja a virtualização de muitas funções de rede nos próximos dois anos (veja a Figura 1-1).

NFV QI Fig 1-1

As promessas de virtualização

O NFV promete aumentar muito a agilidade dos serviços; levar o planejamento, a configuração, a personalização e a escalabilidade a novos níveis; e acelerar o lançamento de novos serviços e aplicativos no mercado, com economias de capital e operacional surgindo como benefício adicional. Isso significa que os provedores de serviços podem focar no cliente, tornando superiores a qualidade de serviço (QoS), a qualidade de experiência (QoE) e o gerenciamento de desempenho.

A virtualização possibilita serviço e experiência aprimorados para os usuários finais e maior foco no cliente em termos gerais, em parte oferecendo melhor acesso a uma gama maior de opções de serviço. Também pode permitir maior controle sobre o provisionamento e o consumo. Exemplos do que o NFV pode oferecer aos usuários finais variam de equipamento virtualizado nas instalações do cliente (vCPE), como firewalls virtuais, para melhor acesso à banda larga sob demanda, e melhores recursos de autosserviço.

 “Colocar excesso de controle e flexibilidade nas mãos dos clientes é uma grande mudança na experiência do cliente”, afirma Rebecca Sendel, diretora sênior de Programas de Grenciamento de Experiência do Cliente e Análise de Dados do TM Forum."

E ainda que a experiência do cliente deva residir no centro do pensamento sobre NFV e virtualização dos provedores de serviços, pode ser que essa tecnologia ainda supere o impacto do cliente em algumas organizações. Sendel, por exemplo, se preocupa com o fato de que as expectativas e a experiência do cliente nem sempre estejam em primeiro plano na conversa sobre virtualização.

“Quando implantamos esse tipo de serviço, precisamos levar em conta qual será a experiência do cliente”, afirma ela. “Como eles obterão informações sobre o serviço? Como solicitarão o serviço? Como pagarão pelo serviço? Como saberemos se o serviço foi satisfatório para os clientes?”

No meu novo relatório para o TM Forum, NFV: What does it mean for customer experience?, observo como os provedores de serviços estão abordando a experiência do cliente no mundo virtual e examino alguns dos desafios que eles enfrentam no fornecimento de uma experiência de usuário digital. Faça download agora.