O mercado de telecomunicações na América Latina está passando por um período de enorme complexidade e intensa transformação. Ágeis provedores estão aproveitando esse cenário para preencher o espaço deixado pelos líderes de mercado. Eles crescem especialmente nas bordas das principais redes, em áreas onde as grandes operadoras não conseguem priorizar sua expansão e modernização, devido à sua congestionada agenda de investimentos. Através da rápida implementação de redes ópticas, esses provedores se posicionam como a alternativa de alta capacidade para clientes residenciais, corporativos e do setor público que buscam mais largura de banda.

O Brasil é um bom exemplo desse fenômeno. Em apenas 2 anos, de 2016 a 2018, a participação das operadoras competitivas no mercado de banda larga cresceu 63%, segundo o Teleco, passando de 16,3% para 26,5%. Mesmo preocupadas com esse progresso dos atores regionais, as grandes operadoras precisam recorrer a eles em busca de infraestrutura alugada para suportar suas próprias demandas de crescimento, seja para backhaul móvel, para ampliar capacidade de segmentos de seus backbones, ou para sua conectividade de última milha, em locais onde não puderam priorizar a construção por meios próprios. Como consequência, essa demanda de atacado é um combustível adicional para as operadoras competitivas avançarem.

As dores do crescimento dos provedores regionais

Mas crescer a pleno vapor, particularmente em um ambiente de transformações acentuadas de tecnologia e mercado, é um desafio que coloca uma enorme pressão sobre a infraestrutura desses provedores. Além de aumentar o alcance de suas redes para expandir em direção a novos mercados, eles precisam evoluir sua estrutura de acesso, agregação de rede e capacidade de backbone para entregar a largura de banda e a experiência que seus clientes desejam.

Além de aumentar o alcance de suas redes para expandir em direção a novos mercados, eles precisam evoluir sua estrutura de acesso, agregação de rede e capacidade de backbone para entregar a largura de banda e a experiência que seus clientes desejam.

Eles também precisam fornecer os níveis de serviço que as grandes operadoras requerem ao adquirir acesso de última milha ou transporte regional no atacado, bem como a flexibilidade e a versatilidade que seus clientes corporativos, do setor público e residencial, consideram cada vez mais essenciais em suas interações digitais. 

Somando-se aos obstáculos nessa jornada de crescimento de alta velocidade, eles precisam entender como as tecnologias 5G, IoT, cybersegurança, big data, edge computing e a transformação digital de seus clientes corporativos - entre muitas outras forças transformadoras - vão impactar o seu mercado. E eles devem responder a tudo isso a despeito de terem equipes reduzidas e fluxo de caixa apertado. 

Uma grande vantagem da qual as operadoras regionais têm conseguido se valer é a sua agilidade. Com processos desburocratizados e decisões rápidas, elas têm mais facilidade para expandir a rede, ampliar a capacidade e adotar novas tecnologias. No entanto, suas escolhas tecnológicas devem harmonizar velocidade com adaptabilidade, assegurando que os investimentos que estão fazendo hoje as posicionem para serem flexíveis e preparando-as para uma multiplicidade de possíveis cenários futuros.

É fundamental que apostem em arquiteturas de rede abertas e programáveis, capazes de suportar sua evolução. Precisam responder às suas aplicações atuais e demanda inicial de forma otimizada, mas também equipá-las para a evolução do mercado, agregando componentes de automação e inteligência que serão diferenciais para sustentar a competitividade de suas ofertas no longo prazo. 

Novos instrumentos na caixa de ferramentas

Existem várias novas ferramentas e padrões que podem ajudar essas empresas a continuar crescendo rapidamente enquanto se posicionam estrategicamente para o futuro. Novas arquiteturas de rede IP, com elementos de roteamento mais simplificados e convergentes, podem habilitar operadoras entrantes no mundo IP/MPLS a ultrapassarem os concorrentes tradicionais, construindo redes com maior eficiência de custos e melhor desempenho.

Existem várias novas ferramentas e padrões que podem ajudar essas empresas a continuar crescendo rapidamente enquanto se posicionam estrategicamente para o futuro.

Plataformas com software mais inteligente permitem testes remotos e implantação simplificada por meio de zero touch provisioning(provisionamento remoto sem interação), reduzindo os custos de equipes especializadas em campo, acelerando a ativação e minimizando erros. Soluções para a evolução das redes TDM viabilizam interfaces legadas (E1, E3, STM-1) em plataformas Ethernet de próxima geração. 

Pluggables ópticos coerentes de alta capacidade otimizam a utilização das fibras existentes, consolidam o transporte óptico com Ethernet e IP em um único chassi, e ainda favorecem o compartilhamento do espectro óptico como uma alternativa de baixo custo ao crescimento do backbone. Plataformas com footprint otimizado geram substancial economia de energia e espaço.

No campo do software, também há caminhos promissores para evoluir as ofertas de serviços. Já é possível - e viável até mesmo para pequenos provedores - implementar ferramentas para o diagnostico inteligente de redes IP e MPLS, que trazem valiosos insights com relação a problemas intermitentes de rede, frequentemente difíceis de identificar, por serem mascarados pelos ajustes dinâmicos de roteamento. Isso reduz drasticamente o tempo gasto pelas equipes técnicas na investigação de problemas de desempenho e melhora a satisfação do usuário final. 

O ROA (Route Optimization and Assurance) é uma solução oferecida pela Blue Planet, uma divisão da Ciena, que mantém um modelo sempre atualizado da topologia de camada 3 da rede, como um DVR de rede, que permite voltar no tempo e reproduzir o status da rede a qualquer momento. Ele também oferece recursos de simulação para testar o impacto de novas configurações antes de implementá-las. O ROA facilita ainda a engenharia de tráfego com a análise de rotas IP, otimizando os recursos e o desempenho da rede.  Esta solução, agnóstica a fabricantes de rede, já está transformando o gerenciamento e troubleshooting de IP em mais de 100 operadoras dos mais diversos tamanhos. 

A automação de redes também é uma certeza para o futuro. Plataformas equipadas com telemetria avançada podem ter seus dados analisados por sistemas dotados de machine learning, antecipando indícios de futuras anomalias e indicando as ações necessárias para evitar falhas. Alocação dinâmica de banda e controle de alterações dos serviços pelos usuários também começam a se tornar realidade. Algumas soluções de automação ainda envolvem custos de integração que inviabilizam sua adoção por provedores menores, mas a evolução tem sido rápida e cada vez mais estão se tornando viáveis para pequenas implementações. É essencial que esses provedores e operadoras regionais alinhem seus investimentos a essa visão de evolução. Eles devem assegurar que, desde já, as novas plataformas que adotem sejam programáveis, abertas e compatíveis com uma arquitetura de SDN. Desta forma se maximiza a longevidade dos investimentos, evitando substituí-los antes do esperado, o que pode até mesmo alavancar o valuation (valor financeiro de venda) da empresa, algo crítico em um ambiente tão intenso em fusões e aquisições. 

A Ciena, líder em soluções ópticas e de redes carrier-Ethernet, trabalha em conjunto com provedores e operadoras em sua evolução, apoiando seu crescimento através de soluções de hardware e software que os ajudam a criar redes capazes de se adaptar para proporcionar a melhor experiência aos usuários, e ao mesmo tempo otimizar a utilização de recursos, posicionando-os vantajosamente para um futuro de transformações intensas. Quer prosperar em tempos de mudança? Prepare-se para se adaptar!

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