No meu segundo post, falei sobre quatro recursos e tecnologias chave que podem ajudá-lo a percorrer seu próprio caminho do 4G ao 5G, mais rápido e com menos riscos.  Agora, passo a explorar as oportunidades que o 5G criará para apoiar as operadoras de redes móveis (MNOs). 

O 5G gerará  oportunidades de negócios para provedores de serviços de Tier 2 e Fundos de Investimento Imobiliários, oferecendo muitos novos serviços de valor agregado que  expandirão a receita além da conectividade tradicional de fibra escura e backhaul. Essas possibilidades de serviço de valor agregado incluem conectividade garantida baseada em SLA de ponta a ponta via Network Slicing ou hosting de vRAN via MEC (Multi-access Edge Computing). Isso permitirá um portfólio mais amplo, gerando fluxos de receita diversificados.

À medida que continuamos explorando estratégias chave para você acelerar e eliminar o risco no seu caminho exclusivo para o 5G, fornecer novos serviços e ficar à frente dos seus concorrentes, passo agora para quatro mudanças na arquitetura de rede 5G que permitirão aos operadores de Fundos de Investimento Imobiliários e aos provedores de serviço Tier 2 criarem um novo catálogo de serviços voltados para operadoras de rede móvel (MNOs). 

Proteja seu investimento em fibra escura oferecendo serviços Ethernet 5G de baixa latência  

A primeira mudança vem do fato de que no 5G a BBU (Baseband unit) pode ser dividida em Centralized Unit (CU) e Distributed Unit (DU), com a conexão entre os dois referida como midhaul e também espera-se que esta seja aberta e baseada em padrões (3GPP). Midhaul é uma nova interface entre a CU e a DU e é baseada na tecnologia Ethernet. Isso gera a demanda por um novo mercado wholesale de serviços Ethernet midhaul de baixa latência, trazendo oportunidades adicionais de receita. 

Arquiteturas 5G

 A segunda mudança está relacionada à transição das arquiteturas de rede D-RAN (Distributed Radio Access Networks) para redes C-RAN (Centralized/Cloud Radio Access Networks). A controladora de rádio, a BBU (Baseband Unit) que antes estava na base de uma torre de celular (macro cell-site), é movida para um local centralizado, e virtualizada em uma DU e CU para melhoria de custo, desempenho e agilidade. Para suportar a arquitetura C-RAN, a interface fronthaul (a conexão entre os RRHs [Remote Radio Heads] e a DU) é baseada em Ethernet. É muito caro oferecer uma fibra escura dedicada por RRH, considerando o maior número de sites esperados no 5G, portanto, isso gera a demanda por novos serviços fronthaul Ethernet de latência ultra baixa, baseados nas velocidades de 10GbE e 25GbE.

Usando os roteadores xHaul da Ciena, implementando redes multiusuário e multisserviços, Fundos de Investimento Imobiliários e Tier 2 otimizarão o CAPEX, reduzindo o uso de fibra escura para serviços de fronthaul e midhaul às MNOs e permitindo que seja oferecido um novo catálogo de slices de rede de valor agregado para fornecer desempenho de rede ponta a ponta garantido para comunicações do tipo Massive Machine Type Communications (mMTC) e Ultra-reliable Low Latency Communications (urLLC). Além disso, os serviços corporativos wholesale de baixa latência podem ser oferecidos a partir das mesmas plataformas de roteadores, aproveitando o gerenciamento de tráfego TSN (Time-Sensitive Network) e FlexEthernet para obter fluxos de receita adicionais.

Capture novas receitas para serviços de computação e hospedagem para suportar o 5G vRAN

A terceira mudança é a virtualização. O 5G é baseado nos princípios de nuvem e virtualização. Isso significa que a rede 5G xHaul do fronthaul ao backhaul deve ser capaz de suportar a hospedagem de funções virtuais.

Por exemplo, explicamos acima que no 5G a BBU pode ser dividida em uma CU e DU. A desagregação da BBU em uma DU virtual (vDU) e uma CU virtual (vCU) acelera a tendência de implementação da Cloud RAN. As MNOs, além dos serviços de conectividade, irão requerer serviços de computação e hospedagem para dar suporte às arquiteturas de Cloud RAN, especialmente em regiões onde não possuem infraestrutura atualmente. 

Os Fundos de Investimento Imobiliários e os provedores de serviços Tier 2 podem aproveitar seus imóveis existentes, transformando alguns de seus sites de torres e PoPs (pontos de presença) em pequenos data centers para oferecer serviços de hospedagem e virtualização.  Esse conceito de ter pequenos data centers mais próximos dos usuários finais, humanos e máquinas, é conhecido como MEC (Multi-access Edge Computing) e representa um novo modelo de negócios e uma nova oportunidade de receita.

O portfólio de softwares de automação Blue Planet da Ciena facilita o gerenciamento de recursos físicos e virtuais por meio de automação inteligente baseada em análise e streaming de telemetria.

ORAN, Open RAN, desagregação, novos modelos de negócios abertos para os Fundos de Investimento Imobiliários e Tier 2

A quarta mudança é o uso de plataformas abertas e uma arquitetura associada baseada em software. As MNOs, por meio da participação em vários consórcios e alianças, buscam uma implementação do 5G aberta e baseada em software, em vez da infraestrutura tradicional, proprietária e baseada em hardware, tão predominante nas redes 4G. A ORAN Alliance é um exemplo disso, com o objetivo de evitar a dependência de fornecedores, impulsionar inovações mais rápidas e disponibilizar uma cadeia de suprimentos mais ampla.

Como resultado, um novo ecossistema de fornecedores de RAN oferecerá diferentes funções de RAN: RRH, vDU e vCU para um maior leque de opções, permitindo que as MNOs construam melhores redes móveis 5G. A interoperabilidade de vários fornecedores é possível usando tanto interfaces fronthaul (eCPRI, ORAN) e interfaces midhaul (F1 3GPP abertas). Os Fundos de Investimento Imobiliários e os provedores de serviços Tier 2 podem participar desse novo modelo de negócios 5G, oferecendo uma infraestrutura xHaul flexível e programável baseada em roteadores, suportando as novas interfaces abertas ORAN para o 5G eCPRI.

O 4G continuará crescendo nos próximos anos. As especificações da ORAN também permitem o transporte de 4G para CPRI por Ethernet, o que permitirá uma largura de banda massiva, protegendo o investimento em fibra escura. ORAN também permitirá a virtualização do 4G BBU no vBBU

Espero que você tenha achado esta série de posts informativa.  A Ciena está ajudando operadoras de redes móveis, provedores de conectividade, co-location e hosting da região CALA e de todo o mundo a planejar e implementar seu caminho para o 5G.   Independentemente do ponto onde você esteja no seu próprio caminho, do 4G para o 5G, podemos ajudar.

Só existe um caminho para o 5G que importa: o seu.